Passear na História do Convento

O edificio secular vai fazê-lo sentir num ambiente diferente ...

Ao longo da sua história, o Convento de Santo António (mais tarde denominado Convento dos Capuchos) foi objecto de várias adaptações e reconstruções que explicam não só os aspectos arquitectónicos peculiares, como as invulgares pinturas e inscrições aparentemente anacrónicas.
Desde 1746 que se encontram referências documentais ao Convento dos Capuchos dedicado a Santo António, padroeiro dos religiosos Capuchos. O edifício, situado no Centro Histórico de Monção, apresenta características próprias do Século XVI, nomeadamente no seu claustro, bastante anterior à própria Igreja dos Capuchos (1769). O claustro, de planta quadrangular, pertenceu a outro Convento, o de São Francisco, fundado em 1563 por Freiras Franciscanas, e abandonado em meados do Século XVIII.

Em 1748, por iniciativa dos Religiosos de Santo António, o edifício conventual integrou e ampliou a casa e capela já existentes na Quinta murada e circundada sobre a Fonte da Vila as quais tinham sido construídas por nobres em meados do Século XVII. Ainda hoje o Hotel Convento dos Capuchos é abastecido por água de uma antiga mina que passa por baixo da muralha da Vila (1656), o que sugere a edificação daquelas construções em data anterior.

Após quase um século de utilização monástica, o Decreto Régio de 1834 extingue a ordem religiosa os Religiosos de Santo António da Província de Monção.

No mesmo ano teve lugar o inventário e a arrematação em hasta pública do recheio e do Convento. Teve, assim, início o período laico durante o qual o Convento, agora denominado Quinta dos Capuchos, pertenceu à família do Barão de S. Roque, ilustre nobre da região.

Em 1905, a Quinta do Convento dos Capuchos foi adquirida por José António de Azevedo Rodrigues, avô dos actuais proprietários. Desde então o edifício desempenhou várias funções, públicas e privadas, tendo sido utilizado, nomeadamente como escola e tribunal, além, naturalmente de habitação familiar.

Agora, o antigo Convento volta a ter uma afectação de utilidade pública: a reconversão em Hotel Rural envolveu profundos trabalhos de recuperação e valorização.

A intervenção e adaptação do Convento dos Capuchos em Hotel caracterizou-se por uma pacífica convivência entre o antigo, preexistente, e o moderno, construído de novo, procurando respeitar e dar ênfase ao documento histórico e patrimonial que o Convento dos Capuchos representa.